segunda-feira, 19 de junho de 2017

Porquê eu? Porquê eu?



Esta questão surge de imediato quando algo de menos bom ocorre na nossa vida, esta dúvida assalta-nos a atenção e isso é assim porque de facto não possuímos a visão do todo. Quando as coisas acontecem vemos-nos imersos no que acontece e se isso é algo que nos dói, algo que nos leva a alimentar o sofrimento então mais aprisionados nessa dúvida ficamos.

O que quer que ocorra na nossa vida não é por acaso e por muito doloroso que seja, tem um propósito, é algo que nos leva a elevar o nosso nível de consciência. Por isso quando a dor surge podemos escolher criar estórias em torno dessa dor e desse modo estamos a criar e alimentar o sofrimento.

Sofrimento esse que pode perdurar muito para lá dos acontecimentos que lhe deram origem. E é este sofrimento que mais pode condicionar a tua realidade. A dor é real, já o sofrimento é opcional. O sofrimento é uma escolha tua, uma decisão que pode surgir apenas da tua ação, da interpretação que fazes da dor que sentiste.

Podes não ter essa consciência que o sofrimento resulta de uma escolha tua através das estórias que crias, mas agora essa informação está a chegar a ti e isso significa que este é o momento certo para que a recebas e possas processar e aplicar na tua realidade.

Então que uso podes dar a essa informação?

O primeiro uso é que existe uma separação entre o que é a dor e o sofrimento que associas a essa dor.

O segundo uso é que podes aprender com a dor, esta comunica contigo, quando surge resulta de algo que requer a tua atenção e que de alguma forma negligenciaste, pois a vida vai nos dando sinais sobre as experiências que vamos tendo e o que delas deveremos aprender, quando isso de alguma forma não acontece, ou seja, quando não aprendemos o que devemos aprender, então a vida requer a nossa atenção de forma mais intensa.

O terceiro tem a ver com o facto já referido de que o sofrimento é opcional, e como tal podes escolher deixar de sofrer. Fazes isso deixando de criar estórias em torno da dor, da sua origem e significados. Quanto mais estórias crias mais esse sofrimento encontra alimento e podendo mesmo controlar a tua vida por completo levando em casos extremos à decisão de por um termo à mesma.

O quarto uso da informação de que o sofrimento é uma escolha tua é de que de igual modo podes escolher deixar de sofrer, tu tens esse poder, tens essa capacidade. No imediato se o sofrimento que sentes é elevado, quase demasiado do teu ponto de vista, pode-te parecer difícil que consigas dar-lhe um fim, mas é possível ainda que seja mais lento para uns do que para outros, é possível desde que tomes essa decisão e persistas nisso.

A questão do "porquê eu" é um sinal desse alimentar do sofrimento, é uma escolha de vitimização, como se fosses mais ou menos merecedor de passar por tal situação e no entanto o que releva mais não é o merecimento ou não e sim o facto de que foi o que aconteceu na tua realidade. Logo se aconteceu é suposto que acontecesse, de nada serve tentar negar, tentar fazer de conta que não existe ou lamentar que exista.

A realidade tem sempre razão e de nada serve ir contra aquilo que é, pois nessa guerra iremos perder cem por cento das vezes. A solução passa então pela aceitação da realidade tal como ela é e essa aceitação significa reconhecimento daquilo que é e não resignação. Aceitando o que é, aprendendo com isso e continuando a agir em consciência, alinhados com a essência e tudo estará bem, em essência tudo continua sendo perfeito como é.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Menos expectativas, mais ciente de ser feliz




Os seres humanos em geral desejam ser felizes, é algo que todos almejam e no entanto poucos são os que tem consciência do quão feliz já são de verdade. Poucos são os que são cientes de que tudo aquilo que desejam e procuram na verdade já existe a partir do ponto de onde procuram, ou seja, já existe em si.

A felicidade é parte da nossa essência e ela é inalienável, por muito que tentes, não podes deixar de ser aquilo que és e aquilo que és, a essência do que és não pode ser diminuído, não te pode ser retirado. Logo na verdade aquilo que te é pedido é que te relembres quem és de verdade.

Que relembres a essência do que és e isso surge através da dualidade humana, através das experiências que a vida te vai colocando por forma a que despertes do teu torpor, que desligues o piloto automático e estejas presente para a perfeição da tua essência.

A vida é simples já aquilo que pensas sobre a vida é complexo e complicativo. 

A vida que és é muito maior do que crês ser, crês ser essa personalidade vivendo uma vida e que é confinada num corpo e no entanto aquilo que és vai muito além disso, tudo és parte do todo e essa parte que crês ser contém o todo, é tudo a mesma essência.

Acredites nisso ou não, isso não é necessário a que possas desfrutar melhor da tua vida. Para melhorar a tua relação com a vida, com a tua realidade, aquilo que te é suficiente é abraçar a vida tal como ela é, simplesmente tal como ela é.

E fazes isso começando por te libertar das expectativas, pois são estas que limitam a tua vida. As expectativas são as tuas ideias sobre o que é suposto acontecer, sobre como deveriam ser as coisas na tua vida. As expectativas são estórias sobre como se deveriam comportar as pessoas na tua realidade, sobre que acontecimentos desejas e esperas que ocorram.

As expectativas são limitantes porque enquanto te agarras a elas estás a escolher deixar de lado todas as outras possibilidades que a vida te dá e essas possibilidades só poderão surgir na tua realidade se estiveres recetivo a que aconteçam, se libertares a tua atenção para que possam ganhar "vida" na tua realidade.

A vida é feita de possibilidades infinitas e todas elas existem em ti em potência e a tua atenção ao presente, a tua presença aberta no agora permite-te desfrutar em pleno da perfeição da vida tal como ela é. 

E isso não significa que do ponto de vista do ser que também és nesta experiência humana, só vivas experiência que julgues como boas, como agradáveis e andes em permanente euforia porque para a essência do que és essas experiência são tão relevantes como as que julgas como más, como geradoras de dor e sofrimento.

O que as diferencia é a tua aceitação ou não aceitação das mesmas, és tu quem as julga como dignas de ser vividas ou não e dai resulta frustração, se te permitires aceitar a vida como ela é, independentemente do que julgues, verás como tudo fica mais simples para ti porque de verdade sempre foi simples, apenas tu podes complicar a tua realidade, mais ninguém o faz por ti, outros que aparentam complicar a tua vida são apenas um reflexo do que emana de ti, são atores da tua encenação.

Permitindo-te deixar partir as expectativas ficas ciente da perfeição daquilo que é, daquilo que és, da vida que és e que existe em ligação ao todo, nada existe fora de ti, separado de ti e nisso reside a felicidade, essa ideia de felicidade humana.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Amar a vida, amar as pessoas




A vida que te constitui existe para ser amada, pois ela própria é amor, puro amor e tudo existe nela, existe nesse espaço ilimitado de consciência. Enquanto humanos não temos a capacidade de ter a consciência do todo e por isso cremos na ilusão de existirmos separados de tudo o resto que nos rodeia. Cremos que existe um "eu e os outros" e dai resulta a maior parte dos mal entendidos e "guerras" que enfrentamos ao longo da nossa experiência humana.

E assim sendo não tem mal nenhum porque para a essência do que somos é indiferente, já que nada a pode beliscar, nada a pode delimitar ou diminuir.

Todas as experiências que vives na tua realidade humana resultam nos julgamentos que fazes sobre as mesmas. É o teu julgamento que as faz serem positivas ou não para ti. As coisas que acontecem são neutras por si só, é a forma como as interpretas que as fará serem mais ou menos aceitáveis para ti e no entanto todas elas tem o mesmo valor para a tua essência.

Estes conceitos são também meras ideias para aquilo que és em essência, pois tudo é aceite pela tua essência, nada é rejeitado, tudo é parte dessa perfeita engrenagem que é a existência. Enquanto humano podes ir elevando o teu nível de consciência e ficar mais alerta para a essência do que és e isso é um processo de aprendizagem que cada ser humano fará ao ritmo que for estando preparado para lidar.

Nada ocorre na tua realidade que não tenhas os recursos para lidar, sejam internos, sejam externos e na medida que fores elevando o teu nível de consciência percebes que o que antes parecia insolúvel afinal é simples. Aquilo que o complicava era o que julgavas que era e não o que era de verdade.

A vida é simples e flui naturalmente sem esforço algum e tu és vida.

Já o pensamento é complexo, o pensamento é limitativo e tende a excluir. Quanto mais agarrado, quanto mais identificado com o pensamento estás mais complicada ter parecerá a vida.

Significa isto que ao elevar o teu nível de consciência deixas de ter problemas, deixas de sentir tristezas?

Não, porque sejam os problemas, sejam as tristezas, são estórias tuas criadas em torno do que acontece e enquanto humano és um criador de estórias e é suposto que assim seja, elas servem para criar contrastes que te desafiam, que te levam a questionar e a experienciar um leque alargado de sensações, de emoções que são pura energia.

Tomando consciência da energia em que vibras podes ir elevando a frequência dessa energia e novas sensações te são presenteadas para experienciar e estas poderão ser julgadas como boas e menos boas nalguns casos, sendo que passe o que passe nada afecta a essência do que és. E isso significa liberdade para Ser, para viver em pleno a vida que és em conexão com o todo.

A solução passe sempre por amar aquilo que é, seja em que forma surja na tua vida, quando amas simplesmente verificas que tudo é muito mais simples do que aparenta à primeira. Quando te permitires amar todas as pessoas que fazem parte da tua realidade descobres o verdadeiro significado de ser livre.

São as pessoas que mais mexem contigo, aquelas que tendes a não gostar e nalguns casos a "odiar", que mais te podem ensinar, mais te podem ajudar a despertar e relembrar aquilo que és de verdade e isso é puro amor.

Ama todas as pessoas agindo de acordo com a tua intuição e tudo encontra o seu lugar.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Tratar da dor



A vida existe para ser vivida por inteiro e não apenas pedaços da mesma e com isto refiro-me ao facto de que normalmente o ser humano procura viver apenas aquilo que julga como bom, aquilo que julga que lhe traz felicidade e tenta evitar ao máximo viver aquilo que julga como mau, que julga como gerador de infelicidade e dor. 

É normal que assim seja, no entanto o que ocorre com frequência é que na procura incessante de evitar sentir e viver o que há para viver em cada momento, tal como ele se apresenta, leva a um desperdício de energia tremendo e ao ignorar dos sinais que a vida te vai dando e que te podem orientar ao encontro do melhor de ti, do melhor para ti e que normalmente tende a ser diferente daquilo que julgas ser o melhor para ti.

A realidade humana é dual, é feita de contrastes e assim sendo é perfeito, não porque eu o diga e sim porque é aquilo que é.

É porque vives o que consideras como mau que te permite desfrutar mais do que consideras como bom. Para aquilo que és em essência é indiferente uma situação ou outra, todas elas são valoradas de igual modo, todas elas acontecem em ti e não a ti.

Convém realçar que a evolução da sociedade vai ditando os parâmetros do que é suposto ser vivido por cada um, ou seja, o ideal de felicidade é uma construção humana que foi evoluindo ao longo dos séculos à medida que o nível de consciência humana foi evoluindo também. 

Hoje os ditames ocidentais de felicidade estão baseados muito nos bens materiais e nas sensações de bem estar a eles associados, assim como uma sociedade onde a dor é de se evitar e/ou eliminar o mais rápido possível, sem lhe dar espaço de expressão na nossa realidade. 

Porque a dor quando surge ela não é mais do que um reflexo de um diálogo interno, uma chamada de atenção para um estado de adormecimento e desconexão ao que é essencial, ao que reside em ti. A dor é tua amiga, ela só quer o teu bem. Pode não parecer isso porque não comunicas com ela, a dor é tão importante para ti como o prazer, uma e outra caminham lado a lado.

Como lidar com a dor então?

Quando ela surge permite-lhe espaço na tua atenção, procura saber o que ela te quer comunicar. Deixando que ela te mostre o que tiver de mostrar, que te indique o caminho e fazendo isso verás que tal como surge, a dor parte sem deixar rasto.

A dor é uma oportunidade de te conheceres melhor, de elevares o teu nível de consciência e despertares para a realidade tal como ela é e não apenas aquela que a tua perceção ilusória da mesma te faz crer ser.

A dor é uma chamada de atenção da vida para que te foques mais no que és de verdade e isso, a verdade do que és, transcende os limites do corpo e mente que crês ser. A tua essência não conhece limites, ela é intemporal e nada a pode descrever na sua plenitude, as palavras servem apenas para apontar na sua direção.

Dor e prazer são meros reflexos que surgem momentaneamente na essência e que não a podem beliscar o que quer que seja.

Por isso desfruta da dor quando ela surge, não cries estórias em torno dela, isso resulta no que consideras o sofrimento e verás que tal como o prazer, a dor ou qualquer outra sensação que surja na tua realidade estão aí para te servir, para que olhes para dentro e relembres quem és de verdade.

Abraça a realidade como ela é, seja isso o que for em cada momento. Faz isso com desapego e terás encontrado o estado de iluminação que tantos mestres tem falado ao longo dos tempos.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Insatisfação contigo própria



Tu e apenas tu és o teu pior inimigo. Exiges demasiado de ti e depois verás refletir-se na tua realidade essa exigência daí resultando apenas insatisfação. Tudo isso é fruto da descrença nas tuas capacidades, naquilo que pensas que és, naquilo que julgas que te falta por comparação aos outros.

Nenhum ser humano é perfeito, nenhum ser humano é plenamente satisfeito com o que é e aquilo que possuí e na realidade o objetivo não é que o seja. Alguma insatisfação é positivo na realidade humana, pode ser o motor para a tua evolução, para que tenhas mais e melhores experiências que te enriqueçam muito para lá dos bens materiais.

A questão da insatisfação só se torna relevante quando te impede de ser quem és, quando te leva à inação e falta de crença em ti e nas tuas capacidades.

Tu és muito mais capaz do pensas ser, tens muito mais recursos do que crês ter. 

No entanto alimentas os medos de ser insuficiente, de não ser boa o suficiente, de não ser bonita o suficiente. Alimentas o medo do que os outros possam pensar de ti, o medo de cair no ridículo e por isso preferes resguardar-te, ficar recatada sem dar nas vista porque assim acreditas que nenhum mal te acontecerá.

E como "animal" de hábitos que o ser humano é, vais criando hábitos que alimentam esses medos, que alimentam a insatisfação contigo mesma, deixas de arriscar procurando expor-te o menos possível crendo assim que não sofrerás, que passarás despercebida e que tal vez num golpe de sorte tudo corra bem e possas ser feliz.

Tu podes mais, tu podes escolher que seja diferente, pois os medos são histórias que te contas a ti própria e como criadora das mesmas procuras e encontras provas que consubstanciam essas histórias e que servem de desculpa para não arriscares, para que te acomodes e deixes o tempo passar desejando que as coisas possam magicamente mudar por si próprias sem que tenhas de fazer nada por isso.

Podes escolher criar hábitos que te apoiem positivamente, que te façam ir mais além usando os recursos que já existem em ti. Aquilo que és neste momento é o suficiente para obteres as mudanças que desejas, para que possas ver a vida de outro modo. 

Hábitos como procurar ser mais grata com aquilo que és e isso começa por coisas tão simples como o simples facto de que estás viva, tu és vida e isso é extremamente precioso e no entanto damos isso por adquirido como se tivesse pouca importância. Ser grata pelo sol que brilha, pela chuva que cai, pelo sorriso de um estranho, pela possibilidade de estar consciente da vida que te rodeia.

Criar o hábito de te amares como és e isso inclui todos os defeitos que na verdade são mais feitio. Alimentando o amor-próprio tudo parece ficar mais leve, tudo se simplifica para ti ainda que nada mude de verdade. Pois a principal mudança é a perceção que tens ada realidade e daquilo que nela ocorre.

Mudando a forma como olhas para a realidade a realidade muda para ti e essa mudança depende apenas de ti e pode acontecer quando escolheres que aconteça. Escolhe que seja agora, escolhe deixar que o amor te deixe olhar de novo para ti e o que te rodeia.

A insatisfação não é mais do que um sinal de que não tens amado o suficiente aquilo que és, que tens estado desatenta ao que és de verdade e demasiado voltada para fora de ti quando é dentro que irás descobrir tudo o que acreditavas que te faltava. 

Usa essa insatisfação como indicador de que é chegada a hora de olhares para ti com outros olhos, com os olhos do coração, com amor e fazendo isso, praticando isso porque sim poderá ser complicado fazê-lo de imediato, mas com a prática, com insistência verás os frutos disso mesmo. Faz disso um hábito e verás como muda a tua realidade. Aceitas o desafio?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Mudando os teus hábitos mudas a tua realidade






O ser humano é um "animal" de hábitos, todos sem exeção criam rotinas que vão repetindo incessantemente e de forma automática, nomeadamente as horas de deitar e levantar, os trajetos de casa trabalho/trabalho casa, os locais que costuma frequentar, as companhias que entretém, etc.

E ter hábitos não é mau por si só, nem é bom por si só, aquilo que importa de verdade é aquilo que sentes relativamente a esses hábitos, é aquilo que pensas sobre eles e de que forma permites que te afecte o teu presente. O que ocorre na maioria das vezes é que estás de tal forma embrenhada nesses hábitos que vives em piloto automático.

Se desejas mudanças na tua vida elas ocorrerão através da mudança dos teus hábitos.

O primeiro passo resulta da tomada de consciência dessa insatisfação, dessa vontade de mudar e procurar ver de que forma ela se manifesta em ti, que sensações surgem, que tipo de pensamentos estão associados a essa vontade de mudar. Estando consciente do modo como isso se manifesta em ti, do modo como te impacta poderás depois saber que tipo de hábitos não te servem mais.

Os hábitos servem enquanto te são úteis, enquanto te permitem desfrutar da tua realidade, enquanto te permitem sentir essa sensação de vida que és. Tu estás viva, tu és vida, se estiveres adormecida deixas de reparar na beleza daquilo que és de verdade e que é muito mais que apenas a beleza física.

O segundo passo para que implementes as mudanças que desejas passa por deixar de querer mudar tudo de uma vez e rapidamente. 

Pois essa vontade de mudar tudo o que julgas estar mal de uma vez irá gerar frustração quando não o consigas como será o mais "normal" ocorrer. Por isso opta por pequenas mudanças e sê persistente nessas pequenas mudanças, por exemplo se gostarias de meditar e achas que não tens tempo começa por apenas um minuto, de certo encontrarás um momento do teu dia em que possas dispensar um minuto, seja de manhã ao acordar, seja numa pausa ao longo do dia ou antes de ir dormir.

Sendo persistente nesse minuto e à medida que o vais praticando poderás ir aumentando a sua duração desde que te seja confortável fazê-lo e desse modo estarás a criar um novo hábito na tua realidade que te trará imensos benefícios, maior presença na tua vida e mais consciência do que és de verdade.

E quem diz meditar diz por exemplo ver menos televisão, diz caminhar ao ar-livre, diz começar aquela dieta saudável que tanto desejas e que tens adiado por falta de "tempo".

A chave para te ajudar a fazer com que isso funcione de verdade é tornar essas mudanças algo divertido para ti e não algo que faças forçadamente. 

Começa como uma experiência que poderás por fim a qualquer momento pois como decides mudar podes decidir voltar aos "velhos" hábitos, só na verdade isso não irá ocorrer porque verás os resultados dos novos hábitos a acontecerem e o quanto isso te faz sentir bem melhor contigo mesma.

Porque é disso que se trata, sentires-te
melhor contigo mesma pois a tua essência já é perfeita tal como é e o que te impede de ver isso neste momento, se for esse o teu caso, é aquilo que pensas sobre isso.

São os teus pensamentos, os teus julgamentos sobre ti e a tua realidade que te fazem sentir desconfortável, desagradada com essa mesma realidade e não a realidade por si só. Esta mudança de hábitos são uma ferramenta para ficar mais consciente desses mesmos julgamentos, de te focares em novos pensamentos e desse modo dar-lhes permissão para se manifestem na tua realidade.

Aquilo em que te focas torna-se real para ti, projeta-se na tua realidade e terás sempre provas que confirmem os teus julgamentos precisamente porque se criaram primeiro em ti e depois nota-se fora.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

What is and thinking about it



Life is whole and all, it lacks nothing and you are it. You are life being as you are, but what you really are is different from what you think you are. Thought arises in you and as it comes goes. The question is that you are much attached to thoughts, you believe, as human, to be what you think you are and you believe to be true what you think about reality around you.

But reality is not what you think it is, reality or life in general includes also what you think about it, but it ain't just it. There are as many realities as humans beings, all of them eluded to be living life as it is for them. This belief is partial, it makes you feel as separate from everything else. It makes you accept that there is a you and them.

Realizing that you are not what you think you are and that reality is not what you think it is may concern you, may make you feel that there is something wrong with you and that, is also a stream of thoughts arising within your mind, they are not true. It is more of the same.

How to deal with it?

Just notice, just be aware. Be present to that stream of thoughts. Judgment still occurs, it is natural, it is supposed to be like that, it is part of this human experience, otherwise you wouldn't be alive as human. But being present you become more and more aware of your true nature, that you are this unlimited space where it all happens.

There is nothing limiting you in essence, there is nothing damaging you in essence. Nothing happens to you personally but in you, as you in its multiple forms and manifestations. 

Realizing that you are not your thoughts you become aware of how free your really are, you become aware that nothing can hurt you, that all in your human reality is mirroring this thought streaming of your mind. This chain of thoughts that constitute your life history is what you call personality, what you believe to be, the body and your given name,in sum, it is the ego.

Ego is part of you, it is helpful within this range of frequency that is more dense but your are much more. Being more aware and detached from this idea, from ego, allows you to seize more each and every moment of this human experience. You know that nothing is against you, there is no real enemies out there.

Whatever you dislike in your reality is as valuable as what you like, it is your judgment that separate one from the other. To your essence they are equally important, equally deserving of attention, all is experience. No matter the thoughts about what happens, no matter the judgment that arises, if it happens it is perfect, because it is what happens and it was already accepted by your essence.

From you it is asked only to be present in the now, in fact it can not be otherwise. You can think that you are not in the now but, once again, it is an illusion. Only now exists, only now is real, all illusions occur in the now and you can be aware of them in the now. 

So just for now, love it as it is.
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